Ubi dubium ibi libertas


Até aonde a vista alcança?
Até aonde a mente aguenta?
O quanto o coração suporta?
O que o corpo fala
que eu não entendo?
Que voz é essa
que me cala?
Que mentira é essa
que não me engana?
Que dor é essa
que eu não sinto?
Que torpor é esse
que não me alucina?
Que carinho é esse
que não me alivia?
Que comida é essa
que não me sacia?
Que luz é essa
que não irradia?
Que sonho é esse
que não me acorda?
Que mão é essa
que me controla?
Que amizade é essa
que não me suporta?
Que enigma é esse
que não me devora?
Que morte é essa
que não me leva embora?




Transmuta seu filho da puta
aceita a solidão da labuta
quem mandou morder a fruta?
Eu vi a pomba
o véu
e a serpente
vi Deus fabricando
todo tipo de gente...



“Aquilo que está inconsciente se manifesta como destino, a Consciência se manifesta em nós como livre –arbítrio ”
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Argonautas de Yaveh


Num traje espacial
navegante elétrico sideral
voando no tempo e no espaço
universos paralelos
no vazio do vácuo
por cima
ou por baixo
um mergulho na consciência em espiral
engenheiro hedonista da ilusão
na brecha da fogueira da vaidade
eu faço a minha fumaça
e não repito a canção.
No ponto mais alto
na babilônia feita de cidade
construindo e destruindo realidade
no mistério da eternidade
em meio a multidão
sou a síntese
da alma com a matéria
no ritmo do coração.

Salve a Salvia que salva.
pois o louco sonha
o trabalhador descança
o "cdf" esnoba
o vagabundo duvida.
o playboy imita.
Seja nas linhas de Nazca
ou na palma da mão
a criança sempre segue
a trilha
da intuição.

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Combate Astral


J.i.had cósmica
intifada digital
a guerra secreta
do bem contra
o mal
os filhos da pedra
versus
filhos da viúva
a batalha continua
Abençoado pelo Sol
protegido pela Lua
eu boto a cara
e exponho
a ferida
nua e crua.
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O conto de fadas está morto


O brilho nas trevas
os olhos de luz
a síntese da esfera
o Anticristo Jesus.
O paradoxo ambulante
o sorriso do lagarto
o solitário na cruz
posso ser tudo
sem ser eu mesmo
descobri o segredo do caminho
vivendo e aprendendo
sou o filho do vento
minhas sementes de idéias
podem ser a cura
ou o seu veneno
sou o choro da saudade
a magia negra da maldade
a espreita no escuro
voando num sonho lúcido
vivendo num palácio
ou num esconderijo imundo
o dionísio do banquete
antes do fim do mundo...
Do amor infinito
ao ódio profundo
o limite da fronteira se rompeu
sou um caçador na batalha
para saciar a fome do meu D'Eus...
O pastor que acorda os lobos
que se escondem entre os cordeiros
sou livre
não tenho pai
não deixei herdeiro.
Bicho solto por aí
reencontro mestres e discípulos
amantes de antigos prostíbulos
grandes amigos e inimigos
Mesmo tudo tão rápido e passageiro
a poesia em auto volume
embeleza o relevo
ainda capta o fragmento...
que eu revelo
para quem tem os ouvidos
do entendimento
vivendo no topo dos sentimentos
sinto tudo que está aqui...
são tantas possibilidades
que eu me perco para onde ir.
Sem fazer muito movimento
silencioso, discreto e sutil
sou a presença do intento
alterando a frequência do meu perceber
eu vejo todo mundo
mas ninguém me vê...



"O amor passa, mas a magia fica."


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27 voltas pelo Sol...


Caminhando no meio
do fio da navalha
consigo enxergar
a beleza
no reflexo
perplexo
da desgraça.
O movimento
do ritmo
o desapego
e seu misterioso
enredo.
Sentir o sentimento
no vazio
do silêncio.
A direção do intento.
Lapidando a alma
transmutando o veneno
olhar sereno
coração batendo
sinto daqui o seu cheiro
sorriso aberto
o brilho do tempo
a sabedoria dos erros
a queda
e o renascimento
eu quero a fome do desespero
a loucura do preso
a inocência do menino
a explosão do orgasmo
o amor de mãe
a paixão da primeira vista
o conhecimento sagrado
a curiosidade do gato
a alegria do cão
a agilidade do rato
o suor do cansaço
o calor do seu abraço
a inspiração da poesia
a alquimia do trabalho
físico
psiquico
sexual
laboral
e o espiritual...
vibrando no alto astral
contra os predadores do umbral
infantaria de frente
na eterna luta
do bem contra o mal
tentei amar a enfermeira
a atriz e a sereia...
re encontrei a feiticeira
e subi e caí
das estrelas.

Arte de confundir
arte de furtar
arte do amor
arte da guerra
arte do vendedor
arte do professor
aprendendo a aprender
aprendendo a viver
aprendendo a ser
no ensaio e erro
no palco da vida
ora coadjuvante
as vezes protagonista
criando
e exigindo
o real do impossível
vivendo o último segundo
o mais intenso possível.


"Quando os assassinos do rei estão a solta, mil magos surgem na Terra."
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