Argonautas de Yaveh


Num traje espacial
navegante elétrico sideral
voando no tempo e no espaço
universos paralelos
no vazio do vácuo
por cima
ou por baixo
um mergulho na consciência em espiral
engenheiro hedonista da ilusão
na brecha da fogueira da vaidade
eu faço a minha fumaça
e não repito a canção.
No ponto mais alto
na babilônia feita de cidade
construindo e destruindo realidade
no mistério da eternidade
em meio a multidão
sou a síntese
da alma com a matéria
no ritmo do coração.

Salve a Salvia que salva.
pois o louco sonha
o trabalhador descança
o "cdf" esnoba
o vagabundo duvida.
o playboy imita.
Seja nas linhas de Nazca
ou na palma da mão
a criança sempre segue
a trilha
da intuição.

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Combate Astral


J.i.had cósmica
intifada digital
a guerra secreta
do bem contra
o mal
os filhos da pedra
versus
filhos da viúva
a batalha continua
Abençoado pelo Sol
protegido pela Lua
eu boto a cara
e exponho
a ferida
nua e crua.
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O conto de fadas está morto


O brilho nas trevas
os olhos de luz
a síntese da esfera
o Anticristo Jesus.
O paradoxo ambulante
o sorriso do lagarto
o solitário na cruz
posso ser tudo
sem ser eu mesmo
descobri o segredo do caminho
vivendo e aprendendo
sou o filho do vento
minhas sementes de idéias
podem ser a cura
ou o seu veneno
sou o choro da saudade
a magia negra da maldade
a espreita no escuro
voando num sonho lúcido
vivendo num palácio
ou num esconderijo imundo
o dionísio do banquete
antes do fim do mundo...
Do amor infinito
ao ódio profundo
o limite da fronteira se rompeu
sou um caçador na batalha
para saciar a fome do meu D'Eus...
O pastor que acorda os lobos
que se escondem entre os cordeiros
sou livre
não tenho pai
não deixei herdeiro.
Bicho solto por aí
reencontro mestres e discípulos
amantes de antigos prostíbulos
grandes amigos e inimigos
Mesmo tudo tão rápido e passageiro
a poesia em auto volume
embeleza o relevo
ainda capta o fragmento...
que eu revelo
para quem tem os ouvidos
do entendimento
vivendo no topo dos sentimentos
sinto tudo que está aqui...
são tantas possibilidades
que eu me perco para onde ir.
Sem fazer muito movimento
silencioso, discreto e sutil
sou a presença do intento
alterando a frequência do meu perceber
eu vejo todo mundo
mas ninguém me vê...



"O amor passa, mas a magia fica."


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27 voltas pelo Sol...


Caminhando no meio
do fio da navalha
consigo enxergar
a beleza
no reflexo
perplexo
da desgraça.
O movimento
do ritmo
o desapego
e seu misterioso
enredo.
Sentir o sentimento
no vazio
do silêncio.
A direção do intento.
Lapidando a alma
transmutando o veneno
olhar sereno
coração batendo
sinto daqui o seu cheiro
sorriso aberto
o brilho do tempo
a sabedoria dos erros
a queda
e o renascimento
eu quero a fome do desespero
a loucura do preso
a inocência do menino
a explosão do orgasmo
o amor de mãe
a paixão da primeira vista
o conhecimento sagrado
a curiosidade do gato
a alegria do cão
a agilidade do rato
o suor do cansaço
o calor do seu abraço
a inspiração da poesia
a alquimia do trabalho
físico
psiquico
sexual
laboral
e o espiritual...
vibrando no alto astral
contra os predadores do umbral
infantaria de frente
na eterna luta
do bem contra o mal
tentei amar a enfermeira
a atriz e a sereia...
re encontrei a feiticeira
e subi e caí
das estrelas.

Arte de confundir
arte de furtar
arte do amor
arte da guerra
arte do vendedor
arte do professor
aprendendo a aprender
aprendendo a viver
aprendendo a ser
no ensaio e erro
no palco da vida
ora coadjuvante
as vezes protagonista
criando
e exigindo
o real do impossível
vivendo o último segundo
o mais intenso possível.


"Quando os assassinos do rei estão a solta, mil magos surgem na Terra."
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Melancólicalcólico


Que tristeza
de carência
de se perder
na essência
de querer ir além
das aparências
tão difícil
mergulhar no profundo
mais fácil
ficar na superfície
do superficial
a ilusão do efêmero
sem a poesia do mundo
simples e marginal.
O falso
superando o original
a falsificação
da cópia
agita a procura
no mercado...
Você encontra
na próxima esquina
ali do lado...
Quero a cura para
as chagas
do meu corpo
que não sabe mais
o que é o amor
a decomposição
que compõe
a incógnita desse torpor
o tédio que corrói
os ossos
de quem mais uma vez
perdeu o foco
no vazio do ócio
do monstro da dúvida.
O filho da viúva
que perdeu a medalha
mas ganhou a luta.
A preguiça de seguir
solitário pelo caminho
as vezes mal acompanhado
ou sozinho
matando a cobra
e dando bico no ninho
queria sentir
a confiança de
um velho amigo
chorar num ombro
em desabafo
ser compreendido
sem pronunciar
uma só palavra
receber um singelo
carinho...
Compartilhar
pensando no próximo
esquecendo do próprio umbigo
girar a roda da fortuna
sem tomar prejuízo
ir para lavoura
atrás do meu trigo
voar nos meus sonhos
moínhos de ventos
onde derroto o inimigo
por alguns instantes
me sentir pleno.

Esquecer da dor
da lucidez
de saber a cura
mas estar viciado
no veneno...
Conhecer o fim do enredo
sem saber quem
escreveu o começo
e ainda assim
repetir mais uma vez
o erro do mesmo
roteiro.


A mente em meu caminho, a mente em todo lugar...
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